Com grande importância no crescimento econômico
global, as energias limpas vêm ganhando força no mercado. De acordo com
Lucas Salgado, consultor da SITAWI - Finanças do Bem, as tecnologias
verdes já movimentam um mercado de € 200 bilhões em todo o mundo,
deixando o Brasil em quarto lugar no ranking de vendas de tecnologias
verdes em relação ao PIB. Com instalações concentradas na Bahia, os
parques eólicos são as principais apostas da economia baiana. No
último dia 13, a Agência Nacional de Energia Elétrica liberou o início
da operação comercial de mais eólicas no sudoeste da Bahia pertencentes a
Renova Energia. As EOLs Vento do Nordeste, de 23,5 MW; dos Araçás, de
31,8 MW; Morrão, de 30,2 MW e Tanque, de 30 MW, ficam na cidade de
Caetité. A EOL da Prata, de 21,8 MW fica em Igaporã e a EOL Seraíma, de
30,2 MW, fica no município de Guanambi. Outra eólica que teve autorizada
a começar a operação comercial foi a EOL Carcará, no Rio Grande do
Norte. As unidades UG2 e UG3 tem 3 MW de potência cada uma. De
acordo com o governador Jaques Wagner, “hoje a Bahia é o segundo parque
eólico instalado no Brasil e acredito que estamos caminhando para ser o
primeiro, pela qualidade de nossos ventos. Por meio do Atlas temos
certeza que vamos potencializar novos investimentos no setor”, destacou o
governador.A presidente da Associação Brasileira
de Energia Eólica (ABEeólica), Elbia Mello, disse que o interior da
Bahia possui ventos de excelente qualidade para a produção de energia
eólica: “por causa de seu potencial, a Bahia atrai os olhares dos
investidores do setor”. A Bahia apresenta um significativo potencial de
energia eólica, estimado em 14,5 GW para uma altura de 70 m - o que
representa 10,1% do potencial nacional e 19,3% do potencial da região
Nordeste. O Brasil é o nono país mais atrativo
para investimentos em energia renovável, segundo uma nova edição do
Índice de Atratividade dos Países para Energias Renováveis, elaborado
pela EY (antiga Ernst & Young). A empresa analisa o mercado de
fontes limpas em 40 países. Depois de chegar a 10ª colocação na última
edição do levantamento trimestral, o Brasil conquistou mais uma
colocação e se consolidou como um dos principais destinos de
investimentos do mundo. Apesar de vantagens
comparativas, como um diversificado potencial bioenergético, ventos e
radiação solar abundante, o Brasil ainda tem representatividade reduzida
devido a inexistência de um arcabouço institucional e regulatório, a
baixa competitividade das tecnologias verdes em relação às tradicionais e
a dificuldade de acesso a financiamento explicam esse quadro. Mário
Lima, diretor de consultoria em sustentabilidade da EY, acredita que no
caso da energia eólica, o executivo aponta que a exigência de elevada
porcentagem de conteúdo local para a concessão de financiamento do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é um grande obstáculo
para o desenvolvimento da energia eólica. Segundo o executivo, esses e
outros gargalos logísticos terão que ser resolvidos para acomodar a
geração de 22,4 GW esperadas até 2023. (Tribuna)
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