terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Menezes x Bruno, O racismo está no DNA da elite brasileira

O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, foi demitido na última sexta-feira (6), depois de criticar a repercussão dada ao massacre de presos no Amazonas e em Roraima. Ele disse que estava “havendo uma valorização muito grande da morte de condenados, muito maior do que quando um bandido mata um pai de família que está saindo ou voltando do trabalho”.
O Palácio do Planalto considerou “infeliz” a declaração do secretário. Segundo assessores do Planalto, porém, o secretário pediu demissão e ela foi aceita pelo presidente Michel Temer na noite desta sexta.
Horas antes, o secretário havia dito que era “filho de policial” e entendia “o dilema diário de todas as famílias”. “Quando meu pai saía de casa, vivíamos a incerteza de saber se ele iria voltar, em razão do crescimento da violência”, afirmou o secretário – seu pai, Cabo Júlio (PMDB), atualmente é deputado estadual em Minas Gerais. Em outro desastroso episódio ele afirmou que tinha é que se fazer uma chacina por semana.
Para Ariosvaldo Menezes, ex Superintendente de Promoção da Igualdade Racial de Lauro de Freitas, esse pensamento fascista está no DNA da elite racista desse país. “O que esse moleque disse é na verdade o sentimento real de todo esse grupo que usurpou o poder por meio de um golpe e que na verdade gostariam que houvesse todas as semanas um massacre como o ocorrido me Manaus”.
Ainda segundo Menezes a situação é grave, uma tragédia anunciada por décadas e que uma das soluções é repensar todo o sistema de justiça do Brasil, abandonando a velha política do encarceramento em massa.
saiu: ww.jornalfolhapopular.net.br

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