
As 52 mortes ocorridas hoje durante rebelião no presidio do Amazonas é a prova nítida da falência do sistema prisional brasileiro. Amotados e tratados como animais, esses homens “ja estavam mortos” quando as facadas e porretadas foram deflagradas contra seus corpos. Atribuir os fatos à guerra entre facções é a mais descabida e descarada das justificativas que o Estado Brasileiro pode apresentar sociedade.
Os presos estão sobre o poder do estado, o que comem, o que vestem, o que bebem e até o ar que respiram estão sob o comando de um diretor. A divisão das alas, a seleção dos presos, tudo está sob a ordem de alguém. Como pode as facções terem tanto poder ao ponto de matar 52 pessoas.
Para os condenados brancos e ricos o estado tem a estratégia infalível para garantir a integridade física, emocional e psicológica dos seus pares. Mas para que tanto cuidado se os presos forem negros e oriundos das camadas miseráveis da sociedade.
O Estado Brasileiro matou neste primeiro dia do ano 52 pessoas que ao menos tiveram a condição de fugir da morte. Homens negros, privados de liberdade e que tiveram suas vidas ceifadas pelo crime maior de não possuir nível superior para estar numa cela especial em Catanduva ou Tremembé.
Cabe a nós agora apelar para os órgãos internacionais de Direitos Humanos e denunciar o racismo e o genocídio praticado pelo Estado Brasileiro.
Por: Ricardo Andrade
Coletivo de Entidades Negras CEN
saiu: ww.jornalfolhapopular.net.br
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