sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Desavenças de Wagner e Neto emperram metrô em Salvador

O início da operação comercial do metrô de Salvador, previsto para o dia 15 deste mês, mais precisamente na próxima segunda-feira, não vai acontecer. Sucumbiu nas desavenças políticas (e administrativas) entre o governo de Jaques Wagner e a prefeitura de ACM Neto. O secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Manoel Ribeiro, disse que a prefeitura de Salvador não cumpriu uma parte importante do contrato, a que prevê a implantação das linhas alimentadoras com as estações, o que inviabilizou o início da operação, já que não haveria passageiros suficientes. Ele diz que o início da operação comercial deve acontecer até o fim de outubro. Até lá, o metrô continuará operando como hoje, gratuitamente, transportando 15 mil pessoas por dia. Sem a integração, a previsão é a de que apenas quatro mil pessoas usariam: Se a prefeitura não fizer o sistema alimentador, nós faremos um sistema auxiliar, o que também está previsto no contrato. Ribeiro diz também que até 15 de outubro algumas linhas metropolitanas (entre Salvador, Simões Filho e Candeias) terão alguns ajustes para que possam passar nas estações do Retiro e Rótula do Abacaxi, para integrá-las ao metrô. Fábio Mota, secretário de Transportes de Salvador, diz que a prefeitura tem toda a boa vontade em ver o metrô funcionando, mas cita que a integração do sistema requer um acordo entre governo, prefeitura, CCR (que opera o metrô) e Setps (sindicato das empresas de ônibus), que implica uma majoração da tarifa. Hoje o cidadão paga R$ 2,80 no ônibus. Com o metrô, a tarifa vai custar R$ 3,90. O que não dá é para fazer isso sem planejamento. As divergências entre governo e prefeitura sobre o metrô foram 'oficializadas' numa troca de cartas. No dia 29 passado, Manoel Ribeiro mandou a Fábio Mota carta cobrando providências para a integração física e tarifária. Nela, cogitou fazer, por conta própria, o sistema auxiliar. No dia 9 de setembro, Fábio Mota respondeu. Disse que inúmeras licenças para o andamento das obras do metrô não foram tiradas, e, numa prova de boa vontade, a prefeitura deixa tudo andar. Mas deixou claro que vai impedir o sistema auxiliar do governo. Infomações da Coluna Tempo presente do Jornal A Tarde.

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